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Som alto, loló e fuzis: bastidores dos bailes do CV no Rio antes da megaoperação – Vídeo

Som alto, loló e fuzis: bastidores dos bailes do CV no Rio antes da megaoperação Os bailes promovidos pela facção...

Som alto, loló e fuzis: bastidores dos bailes do CV no Rio antes da megaoperação

Os bailes promovidos pela facção Comando Vermelho (CV) dominavam os morros da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Com som potente, luzes de palco, multidões e criminosos armados, as festas se tornaram símbolos do domínio do tráfico sobre as comunidades.

Vídeos publicados nas redes sociais mostravam traficantes ostentando fuzis e drogas enquanto jovens dançavam ao som do funk. Segundo especialistas, os eventos serviam como instrumento de controle social e demonstração de poder da facção nas áreas sob seu comando.

“Esses bailes não são apenas festas. São demonstrações de poder que reforçam a presença da facção nas comunidades”, explicou o pesquisador de segurança pública Marcos Paes.

Moradores afirmam que o barulho e a violência eram constantes.

“O som começava de madrugada e só acabava quando o sol nascia. A gente já se acostumou a ouvir os tiros no meio da música”, contou uma moradora que preferiu não se identificar.

Os registros foram feitos antes da megaoperação deflagrada no dia 28 de outubro de 2025

Megaoperação interrompeu a rotina dos bailes

A rotina de festas foi interrompida no fim de outubro após uma megaoperação das forças de segurança no Complexo do Alemão e na Penha. A ação, considerada uma das mais letais da história do Rio, resultou em 128 mortos, 113 presos e 118 armas apreendidas, sendo 91 fuzis e 14 explosivos.

Entre as vítimas estão quatro agentes de segurança pública. O governo do estado confirmou que parte dos suspeitos era de outros estados, como Bahia, Pará e Amazonas — o que reforça o alcance nacional do Comando Vermelho.

Apesar da operação, o medo permanece.

“Nem o baile, nem a operação trouxeram paz. A gente vive com medo todos os dias”, relatou um comerciante da região.


Direitos Humanos apontam número recorde de mortes

Entidades de direitos humanos classificaram a ação como a mais letal da história do Rio de Janeiro e pedem investigação independente sobre as mortes registradas. O Ministério Público acompanha os desdobramentos e deve apurar denúncias de excessos e execuções.


📊 Contexto: o avanço da violência no Rio de Janeiro

Linha do tempo da operação

  • 26/10: Polícia identifica movimentação armada nas comunidades.
  • 27/10: Tropas são mobilizadas para conter confrontos.
  • 28/10: Início oficial da megaoperação com forças estaduais e federais.
  • 31/10: Balanço aponta 128 mortos, 113 presos e arsenal apreendido.

Dados sobre violência policial

  • 2023: 1.327 mortes em ações policiais no estado.
  • 2024: 1.102 mortes.
  • 2025: A operação do Rio pode representar 12% das mortes em ações policiais de todo o ano.

Análise

Enquanto o governo defende a ação como necessária, especialistas alertam para o risco de banalização da letalidade e da ausência de políticas sociais nas comunidades.
Fonte: Correios 24 Horas – Matéria redigida

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