O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma unidade hospitalar. O ex-chefe do Executivo segue preso sob custódia da Polícia Federal, em Brasília.
Na decisão, Moraes afirmou que não identificou necessidade urgente de remoção hospitalar. O ministro também determinou que a defesa apresente ao STF laudos médicos e a descrição detalhada dos exames solicitados.
Defesa pede exames após queda na cela
A solicitação ocorreu após Bolsonaro relatar uma queda dentro da cela, durante a madrugada. Segundo a defesa, o ex-presidente teria batido a cabeça, o que levantou preocupação com possíveis lesões internas.
Diante disso, os advogados pediram autorização para transferência imediata ao hospital. No entanto, Moraes decidiu manter Bolsonaro na unidade prisional até a análise técnica completa.
STF exige documentação médica detalhada
Na decisão, o ministro exigiu que a defesa informe quais exames são necessários, além de anexar laudo médico oficial produzido após o atendimento inicial.
Moraes destacou que o Supremo precisa avaliar se os exames podem ser realizados dentro do sistema prisional, sem necessidade de deslocamento externo.
Polícia Federal aponta ferimentos leves
A Polícia Federal informou que realizou atendimento médico logo após o episódio. O profissional responsável não identificou ferimentos graves nem indicou risco imediato à saúde.
Segundo a avaliação inicial, o quadro clínico permite monitoramento médico contínuo, sem urgência hospitalar.
Família relata preocupação com estado de saúde
Familiares de Bolsonaro manifestaram preocupação pública com o episódio. Eles afirmaram que o ex-presidente sofreu impacto na cabeça e precisaria de exames mais aprofundados.
Mesmo assim, a decisão judicial manteve a custódia na PF até a apresentação dos documentos exigidos.
Histórico médico reforça atenção
Bolsonaro possui histórico de internações e cirurgias desde o atentado sofrido em 2018. Nos últimos meses, ele passou por novos tratamentos médicos, o que ampliou a atenção sobre sua condição atual.
Apesar disso, Moraes ressaltou que histórico clínico não justifica transferência automática, sem comprovação técnica atual.
Próximos passos dependem da defesa
Com a decisão, Bolsonaro permanece sob custódia da Polícia Federal. O STF aguarda agora a entrega dos laudos médicos e exames solicitados.
Somente após essa análise o Supremo decidirá sobre eventual hospitalização ou autorização para procedimentos externos.
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