Presidente do Rubro-Negro reage a oferta considerada insuficiente e reforça posicionamento institucional do clube
O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, criticou publicamente a proposta apresentada pela montadora chinesa BYD ao clube e classificou a oferta como uma “falta de respeito com o povo baiano”. A declaração provocou forte repercussão nos bastidores do futebol e no meio empresarial da Bahia.
Segundo Mota, a proposta apresentada não condiz com o tamanho da marca Vitória, tampouco com a representatividade histórica do clube no cenário esportivo do Nordeste. Além disso, o dirigente afirmou que o Rubro-Negro não aceitará acordos que desvalorizem sua imagem institucional.
Proposta gerou insatisfação imediata
De acordo com informações divulgadas pela imprensa esportiva baiana, a BYD teria apresentado uma oferta considerada financeiramente abaixo do esperado pela diretoria do clube. Assim que tomou conhecimento dos termos, Fábio Mota reagiu de forma contundente.
“O Vitória não está à venda por qualquer valor. Nós representamos milhões de torcedores. Precisamos de respeito”, declarou o presidente, reforçando que o clube busca parcerias sólidas e alinhadas ao seu projeto de crescimento.
Dessa forma, a diretoria optou por não avançar nas tratativas nos moldes inicialmente apresentados.
Vitória vive fase de reconstrução e fortalecimento de marca
Atualmente, o Vitória passa por um processo de reestruturação administrativa e fortalecimento de sua marca no mercado nacional. Após retornar à elite do futebol brasileiro, o clube ampliou sua visibilidade e passou a atrair o interesse de grandes empresas.
Nesse contexto, a negociação com a BYD ganhou relevância estratégica. A montadora chinesa, que investe fortemente na Bahia com sua fábrica em Camaçari, busca ampliar sua presença institucional no estado. No entanto, segundo a presidência do Vitória, qualquer parceria precisa refletir o peso da instituição centenária.
Discurso reforça identidade regional
Além do aspecto financeiro, Fábio Mota adotou um discurso voltado à valorização da identidade baiana. Ao mencionar “o povo baiano”, o dirigente reforçou que o clube carrega um papel simbólico que vai além do futebol.
Consequentemente, a declaração também dialoga com a torcida, que cobra da diretoria posicionamentos firmes em negociações comerciais.
Especialistas em marketing esportivo avaliam que a postura pública pode fortalecer a imagem do clube junto à torcida, mas também exige habilidade diplomática para manter portas abertas no setor empresarial.
BYD ainda não se posicionou oficialmente
Até o momento, a BYD não divulgou nota oficial comentando as declarações do presidente rubro-negro. Nos bastidores, contudo, fontes indicam que a empresa avalia os próximos passos antes de qualquer manifestação pública.
Caso as negociações avancem, ambas as partes precisarão alinhar expectativas financeiras e institucionais. Do contrário, o Vitória deve seguir em busca de novos parceiros estratégicos.
Momento decisivo para o clube
O episódio ocorre em um momento decisivo para o Vitória, que busca consolidar estabilidade financeira e competitividade esportiva. Parcerias comerciais robustas podem impactar diretamente investimentos em estrutura, categorias de base e elenco profissional.
Portanto, a condução dessas negociações será determinante para o planejamento de médio e longo prazo do clube.
Enquanto isso, a torcida acompanha atentamente os desdobramentos, esperando que qualquer acordo preserve a história, a grandeza e a identidade do Leão da Barra.


