Flávio Bolsonaro lidera primeiro turno e enfrentará Lula no dia 25
Diferença entre os candidatos foi de 1,87 ponto percentual, a menor registrada em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização
Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno das Eleições 2026. O candidato do PL terminou a primeira etapa da corrida presidencial na liderança, com 47,03% dos votos válidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, ficou em segundo lugar, com 45,16%.
Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio recebeu 56.104.268 votos, enquanto Lula alcançou 53.876.617. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos, o equivalente a 1,87 ponto percentual. Como nenhum candidato obteve mais da metade dos votos válidos, os dois voltarão às urnas no dia 25 de outubro. Os números foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Flávio Bolsonaro e Lula avançam ao segundo turno
Além dos dois primeiros colocados, Augusto Cury (Avante) recebeu 2,89% dos votos válidos. Em seguida, apareceram Renan Santos (Missão), com 2,24%; Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%; e Romeu Zema (Novo), com 0,27%.
| Candidato | Partido | Votos válidos |
|---|---|---|
| Flávio Bolsonaro | PL | 47,03% |
| Lula | PT | 45,16% |
| Augusto Cury | Avante | 2,89% |
| Renan Santos | Missão | 2,24% |
| Ronaldo Caiado | PSD | 2,18% |
| Romeu Zema | Novo | 0,27% |
Os votos em branco representaram 1,84% dos votos computados, enquanto os nulos corresponderam a 2,93%. Juntos, somaram 4,77%.
A abstenção chegou a 21,08%, o equivalente a aproximadamente 33,4 milhões de eleitores. Esse foi o maior percentual registrado em uma eleição geral desde 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu às urnas.
Diferença é a menor desde a redemocratização
A distância de 1,87 ponto percentual entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor já registrada entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno presidencial desde a retomada das eleições diretas, em 1989.
Desde então, sete eleições presidenciais foram decididas no segundo turno. Em todas elas, o candidato que liderou a primeira votação também venceu a etapa final. No entanto, esse histórico não representa garantia de vitória para Flávio, já que uma nova votação será realizada e os eleitores dos demais candidatos poderão redefinir o cenário.
O resultado das urnas também alterou a ordem numérica apresentada por parte das pesquisas divulgadas na reta final. Alguns levantamentos mostravam Lula ligeiramente à frente, embora a disputa aparecesse dentro da margem de erro.
Onde cada candidato teve melhor desempenho?

O mapa da votação mostra Flávio Bolsonaro na liderança em 15 unidades da Federação. Lula ficou à frente em outras 12.
Flávio liderou no Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Lula, por sua vez, venceu em todos os estados do Nordeste, além do Amazonas, Amapá e Pará. Dessa forma, o petista ficou na frente em Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Na análise por regiões, o Nordeste foi a única área do país em que Lula obteve mais votos. O petista registrou 63,8%, contra 30,9% de Flávio. A vantagem de Lula na região foi de aproximadamente 11,1 milhões de votos.
Por outro lado, Flávio abriu uma vantagem conjunta de 10,7 milhões de votos nas regiões Sul e Sudeste. O candidato do PL também terminou na frente no Centro-Oeste e virou a disputa na região Norte.
Para o Oeste da Bahia, um recorte chama a atenção. O avanço de Flávio no Nordeste ocorreu principalmente em áreas ligadas ao Matopiba, região agrícola que inclui partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Oeste baiano.
Lula lidera votação no exterior
Entre os brasileiros que votaram fora do país, Lula alcançou 47,57% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 43,49%. Cerca de 157 mil eleitores votaram no petista, contra aproximadamente 144 mil que escolheram o candidato do PL.
Segundo o TSE, 918.876 brasileiros estavam aptos a votar no exterior. As seções eleitorais foram instaladas em 186 cidades de 134 países.
Candidatos e partidos começam a definir apoios
Após a divulgação dos resultados, os candidatos derrotados começaram a anunciar seus posicionamentos para o segundo turno.
Romeu Zema afirmou que estará contra o PT, embora inicialmente não tenha citado diretamente o nome de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado condicionou sua decisão ao posicionamento do PSD, que posteriormente optou pela neutralidade e liberou seus integrantes para escolherem seus apoios.
Augusto Cury informou que não apoiará nenhum dos dois candidatos. Renan Santos também descartou fazer campanha para Flávio ou Lula e deixou seus eleitores livres para decidir o voto.
Lula adotou um discurso de mobilização e indicou que pretende intensificar a campanha. Flávio Bolsonaro afirmou que disputará o futuro do país e voltou a defender o fim da reeleição presidencial, dizendo que pretende governar por apenas um mandato caso seja eleito.
Até o segundo turno, as duas campanhas deverão concentrar esforços na conquista dos eleitores que escolheram outros candidatos, na redução da abstenção e na ampliação da votação nas regiões onde apresentaram desempenho mais fraco.
Redação: Avlis Notícias

