A temperatura política no país aumentou significativamente. Portanto, a liderança de Lula não é mais absoluta nas pesquisas. Nesse contexto, a 5ª rodada da pesquisa BTG/Nexus revela cenário mais competitivo. Assim, aproximação entre candidatos marca novo momento eleitoral.
A pesquisa simula eventual segundo turno. Consequentemente, Lula aparece com 47% das intenções. Flávio Bolsonaro registra 44% de apoio. Igualmente importante, a margem de erro é de 2 pontos percentuais. Desse modo, os dois estão tecnicamente empatados.
Queda de Lula em relação ao levantamento anterior
Comparando com a edição anterior, a mudança é evidente. Portanto, Lula estava em 49% no levantamento passado. Flávio registrava 43% de intenção. Adicionalmente, diferença era de 6 pontos percentuais. Assim, demonstra movimento em direção ao candidato opositor.
A redução de 2 pontos para Lula é significativa. Nesse contexto, representa tendência preocupante para o Planalto. Consequentemente, eleva a incerteza sobre resultado eleitoral. Portanto, aumenta competitividade do segundo turno simulado.
Operação PF prejudica campanha de Lula
O eleitorado reagiu aos eventos recentes da política. Dessa forma, afetou intenção de voto dos dois lados. A Polícia Federal realizou operação contra Jaques Wagner. Igualmente importante, investigou suposto envolvimento com ex-sócio Daniel Vorcaro.
A ação não agradou apoiadores do governo. Adicionalmente, prejudicou aprovação do Planalto. Portanto, custou pontos percentuais ao candidato governista. Nesse contexto, demonstra impacto de operações policiais em campanha eleitoral.
Vídeo de Michelle não desgasta Flávio
Do lado oposicionista, não houve dano eleitoral equivalente. Portanto, vídeo de Michelle Bolsonaro tinha potencial desgastante. Ela falava sobre problemas com Flávio e criticava enteado. Consequentemente, esperava-se redução nas intenções de voto dele.
Porém, o efeito não se materializou em redução. Igualmente importante, Flávio manteve apoio entre seus eleitores. Assim, demonstra solidez de sua base eleitoral. Desse modo, críticas familiares não afetam intentar de voto.
Aprovação do governo estaciona no empate
A aprovação do governo Lula permanece em 48%. Adicionalmente, desaprovação também registra 48%. Portanto, governo está em situação de equilíbrio delicado. Nesse contexto, qualquer evento negativo pode deteriorar aprovação. Igualmente importante, ausência de margem de erro oferece proteção limitada.
Esse empate em aprovação reflete polarização do país. Consequentemente, metade dos brasileiros aprova gestão. Desse modo, a outra metade desaprova. Assim, demonstra fragilidade da posição governista.
Filtro de votantes modifica cenário
Um aspecto curiosa emerge quando se aplica filtro específico. Portanto, apenas votantes das duas últimas eleições são considerados. Nesse contexto, Lula ainda lidera. Porém, diferença cai drasticamente para 1 ponto percentual. Igualmente importante, revela importância da mobilização eleitoral.
O dado sugere que campanhas precisam focar em votação. Consequentemente, abstenção pode definir resultado. Desse modo, campanha que mobilizar mais consegue vantagem. Assim, torna-se crucial estratégia de engajamento.
Voto negativo marca 22% do eleitorado
Um dado revelador mostra motivação real dos eleitores. Portanto, 31% dos votantes de Flávio admitem votação defensiva. Especificamente, votam nele apenas para derrotar Lula. Adicionalmente, 16% dos eleitores de Lula confessam mesma motivação.
Igualmente importante, votam contra Bolsonaro e não a favor de Lula. Nesse contexto, 22% do país irá votar no “menos pior”. Desse modo, sinaliza ausência de projeto positivo de ambos. Assim, eleição girará em torno de rejeição mútua.
Defeso eleitoral se aproxima
A campanha entra em fase crítica com defeso se aproximando. Portanto, período de silêncio eleitoral modificará dinâmica. Consequentemente, tempo de resposta político será limitado. Igualmente importante, últimas semanas antes do defeso serão cruciais. Desse modo, candidatos correm para consolidar mensagens.
A pesquisa confirma que disputa está aberta. Portanto, qualquer evento pode alterar resultado. Assim, os próximos dias definirão trajetória de ambos os candidatos.

